Terça-feira, por volta das 10h, advogado estava à beira do Canal da Malária, na Favela V-8, Olinda, com um morador, observando o lixo despejado no canal, quando foi abordado por três policiais civis. De arma em punho, exigiram que colocassem as mãos na cabeça.
» Despreparo 2
O advogado mostrou a carteira da OAB, mas eles queriam a identidade. E sequer informaram o motivo da abordagem. Quando saíram, moradores relataram outros casos de truculência policial na comunidade. Não é assim que atua uma polícia cidadã.
» Esgoto ameaça fazer buraco no asfalto.
Há quase um mês, esgoto escorre na Avenida Tiradentes, III Etapa de Rio Doce, Olinda, nas proximidades da Igreja Assembleia de Deus.]
Urbanismo // Fórum das Entidades de Cidade Tabajara levou os casos ao MPPE
Três obras públicas iniciadas na Cidade Tabajara, em Olinda, estão praticamente abandonadas. Uma delas é o aterramento de uma depressão entre a Rua Pau Brasil e as avenidas Califórnia e Dinamarca. A obra estava sendo realizada para prevenir desabamentos.
O Buracão, como é conhecida a intervenção, teve a licença ambiental autorizada pela CPRH, mas o material que seria colocado para aterrar a cratera está sendo desviado para outros fins. Outra obra que está sendo feita de forma irregular é um aterro nas margens do Riacho da Mirueira. Também estão abandonados os trabalhos de pavimentação da Avenida Dinamarca e a construção da área de lazer do loteamento Cidade Tabajara. As denúncias foram feitas pelo cidadão-repórter Alan Kardec, do Fórum das Entidades da Cidade Tabajara, que na semana passada levou o caso ao Ministério Público de Olinda.
De acordo com o internauta, o material "bota fora", retirado da limpeza e drenagem do Canal da Malária, nas comunidades V8 e V9, em Olinda, que seria destinado ao Buracão, está sendo colocado num terreno particular para aterrar uma outra área arborizada conhecida como Chã da Mangabeira. "Além de desvio de finalidade estão praticando crime ambiental, já que o aterro particular está sendo feito sem a menor autorização. Nós moradores sabemos os transtornos causados pelos constantes aterros nas margens desse riacho. Provocam inundações na época das chuvas. Espantosa foi a quantidade de material para o aterro, que era espalhado na calada da noite. Além de aterrarem as margens do riacho, ainda estão cercando com arame farpado e poste de concreto acabando com a mata ciliar", criticou.
Segundo o cidadão-repórter, o aterro Buracão tem capacidade para armazenar 25 mil metros cúbicos do material retirado da drenagem do Canal da Malária, atingindo uma área de 60 metros quadrados. O internauta diz que, além do Ministério Público, o caso já foi denunciado pelo Fórum das Entidades da Cidade Tabajara às secretarias de Controle Urbano e de Planejamento de Olinda e à Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH). "Ninguém tomou providências ainda", observou. Além do aterro irregular, Alan Kardec também denunciou que as obras da Avenida Dinamarca, eleitas como prioritárias pelo Orçamento Participativo (OP) de 2002, sequer tiveram 10% dos seus serviços concluídos. Segundo ele, em janeiro daquele ano, a prefeitura teria fixado uma placa no local informando que os trabalhos seriam executados em 150 dias. "Está tudo no completo abandono. Já roubaram até o material que havia sido deixando na avenida", disse.
Outro projeto que estaria interrompido na Cidade Tabajara é a construção de área de esporte e lazer, que segundo a Secretaria de Obras de Olinda seria a maior praça da cidade. Eleita pelo OP de 2005, a obra entre as avenidas Portugal e Dinamarca, envolvendo os quarteirões das ruas Nevada, Palmito e Maracanã. Segundo Alan Kardec, os trabalhos também estão paralisados. "Não fizeram nem 5% da obra, que em setembro do ano passado, teve um prazo de conclusão estimado em 365 dias", comentou.A assessoria de comunicação da Prefeitura de Olinda informou que serão enviados técnicos para verificar o aterro que está sendo feito na localidade da Mirueira, divisa com o município de Paulista, mas que não seria de responsabilidade do município de Olinda. A assessoria esclareceu que o projeto da área de esporte e lazer entre as avenidas Potiguar e Dinamarca está passando por modificações e seguirá para análise e aprovação da fiscalização da Caixa Econômica Federal, com quem a prefeitura firmou convênio para construção de 17 mini-áreas de lazer, no valor total de R$ 3 milhões. Já o Buracão, onde será armazenada parte do material retirado da limpeza do Canal da Malária, passará por uma obra para que então possa ser ativado. Enquanto isso, todo material retirado do canal seguirá para o outro local autorizado, na PE-15.
Quem nunca se perguntou de onde vem todo aquele entulho amontoado na calçada da Avenida Presidente Kennedy, em Peixinhos, na altura do Complexo de Salgadinho, perto da comunidade V8. Ali, bem na porta da entrada do município de Olinda - para quem sai do Recife - cruza o giradouro e segue pela Pan-Nordestina, areia, capim, tijolo, isopor, gesso. Tudo se mistura gerando uma poluição ambiental e visual. Impossível quem passa por lá não notar e se incomodar com a sujeira que, além de prejudicar a estética da área, ainda toma conta da calçada, dificultando a vida dos pedestres.
O desempregado Paulino Santana, de 42 anos, passa pelo local diariamente e nem estranha mais aquele entulho. “Isso está assim há muito tempo, é muito feio. Não sei de onde vem tanto lixo”, reclamou. “Só vejo caçamba arriando aqui o tempo todo e não vejo ninguém recolhendo”, disse o carroceiro Ronildo Lima, 49. A técnica de enfermagem Valdenice Ribeiro, 43, estava indo à praia com as amigas e, ao chegar na avenida, precisou andar pela pista. “É que esse lixo está em cima da calçada, então tem que se arriscar mesmo”, explicou.
De acordo com a Prefeitura Municipal de Olinda, o lixo em questão é material retirado do Canal da Malária e obras do Programa de Aceleramento. “Por questão ambiental, o entulho só pode ser transportado seco e fica depositado naquele local para devida secagem. A retirada dos resíduos já começou e todo o processo está sendo devidamente acompanhado”, informou a nota.
Mas a previsão é que mais lixo seja despejado na área. Segundo a nota, as obras ainda estão em andamento e novos resíduos serão depositados até que a intervenção seja concluída. Com relação ao uso do local para deposito de lixo por terceiros, a Prefeitura esclareceu que a fiscalização é contínua e os responsáveis estão agindo em desacordo com a lei, por isso serão autuados caso sejam flagrados.
Sofá boiando bem próximo à Câmara Municipal e sede da Prefeitura de Olinda.
É lamentável que a porta de entrada de Olinda o Varadouro, onde passa o Canal da Malária, a poluição continua atigindo todos os espaços do canal. Esgoto e até um sofá faz parte da paissagem. Onde está a Secretaria de Meio Ambiente que não toma nenhuma providência? Isto ocorre próximo a sede da Prefeitura de Olinda e da Câmara Municipal.
É preciso que se faça uma reflexão sobre as políticas públicas de Olinda para micro e macro drenagem das águas pluviais.
Trata-se de problema crônico do município.
Muito se falou da importante obra do Canal da Malária. O presidente Lula veio a Olinda, esteve com a população no V-8 e V-9 e pediu que as obras fossem realizadas em ritmo acelerado.
Mas, as diretrizes do presidente Lula, que também eram um sonho dos olindenses, não foram cumpridas dentro do prazo. As obras se arrastam. Falta diálogo com a população. E a cidade continua mais vulnerável do que esteve.
As primeiras chuvas de inverno estão aí para demonstrar isso. Persistem os problemas, se é que não foram agravados, em Jardim Brasil I, Vila Popular e Sítio dos Arcos. O cenário de Bultrins é o mesmo e chega a ser irritantemente repetitivo. Por toda cidade, casas inundadas. Prejuízo para os moradores. E uma certa descrença com o poder público.
Na nossa proposta “A Construção de um Novo Projeto para Olinda” deixamos claro a importância fundamental em resolver os alagamentos:
“Programa Permanente de Manutenção e Construção de Canais e Canaletas (macro e micro-drenagem)”.
É precisão que as obras sejam concluídas. Principalmente as que têm recursos federais disponíveis.
Olinda precisa restaurar seu perfil de cidade de vanguarda. Recuperar o seu brilho. Não podemos nos destacar como a cidade das obras-tartaruga, que se arrastam por anos e anos, sem conseguir equacionar os problemas que causam sofrimento ao seu povo.
Estive no domingo percorrendo os pontos de alagamentos. As fotos dizem tudo. Não podemos ficar indiferentes diante desta triste realidade.
Avenida Nacional, Peixinhos
Rua Timbaúba, Peixinhos
Rua Ouricuri, em Peixinhos Avenida Nacional, Peixinhos Rua Primeiro de Janeiro, Peixinhos que dá acesso ao pátio da feira Rua Ouricuri, Peixinhos