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12 maio, 2010

DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA

Dr. Otoniel Ajala Dourado

OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
www.sosdireitoshumanos.org.br
sosdireitoshumanos@ig.com.br
http://twitter.com/REVISTASOSDH

 
"As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!" Otoniel Ajala Dourado

O MASSACRE DELETADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA

No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi a CHACINA praticada pelo Exército e Polícia Militar em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato "JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA", paraibano negro de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.

O CRIME DE LESA HUMANIDADE

O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.

A AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA PELA SOS DIREITOS HUMANOS

Como o crime praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL conforme legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos

A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO

A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.

RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5

A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;

A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA

A SOS DIREITOS HUMANOS, como os familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.

QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA
A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes do "GEOPARK ARARIPE" mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?

A COMISSÃO DA VERDADE

A SOS DIREITOS HUMANOS busca apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e pede que o internauta divulgue a notícia em seu blog/site, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

Paz e Solidariedade



POSTADO POR ARLINDO SIQUEIRA

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01 maio, 2010

Protesto obstrui avenida

Na volta para casa, motoristas que passavam, por volta das 17h de ontem, na avenida Olinda, em Olinda, precisaram ter paciência para aguardar a desinterdição da via, obstruída por moradores da Ilha do Maruim, que não concordam com o valor que a prefeitura da cidade estaria querendo pagar para fazer uma desapropriação. De acordo com o capitão Júlio Aragão, do Departamento de Comunicação da Polícia Militar, cerca de dez policiais foram acionados para acabar com o transtorno, que durou até às 19h50.
Os moradores utilizaram entulhos, pedaços de pau e peças de carros, para formar uma barreira, paralisando o fluxo de veículos nos dois sentidos. O Batalhão de Choque chegou a ser acionado, mas antes que ele chegasse ao local, a situação foi resolvida. “Foram utilizados dez policiais, embora tenhamos acionado mais 37 do Choque”, explicou. Segundo a moradora da Ilha do Maruim, Mônica Maria da Silva, ninguém aceita receber o valor que estaria sendo estipulado pela Prefeitura de Olinda. “As pessoas reformaram suas casas e agora só estão querendo pagar até R$ 6 mil. Não tem condições. Sem falar no auxílio moradia, que é de apenas R$ 130. Onde existe um aluguel neste valor”, questionou. 

Fonte: Folha de Pernambuco (geral), 01/05/2010
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29 abril, 2010

MÉRITO

CORONEL JOSÉ LOPES

Aclamado pela tropa por sua gestão à frente da Polícia Militar de Pernambuco, o coronel PM José Lopes foi homenageado, ontem, pelo Caxangá Ágape. "Realizei um trabalho compartilhado, com o apoio do gorvenador Eduardo Campos e com a população do Estado. É importante que a sociedade não tenha medo dos órgaos de segurança, mas que aprenda a respeitá-los, afirmou. José Lopes agora ocupa a Secretaria Especial do governador Eduardo Campos, dando prosseguimento ao trabalho que vinha realizando até pedir exoneração do cargo, no dia 19 passado.



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23 abril, 2010

Entrevista // Arlinda Maria da Paz Ramos

"Ele avisou que ia matá-la"



Arlinda Ramos, 73 anos, desliga o telefone residencial e dá boa tarde às visitas. Aos poucos, sentada em um sofá simples, conta o drama vivido durante dois anos pela filha Edna. Bem que Arlinda tentou acabar com o martírio imposto por um casamento que desde o início dava sinais de que não daria certo. O final trágico, no entanto, nunca foi previsto pela família. Agora, Arlinda quer que o algoz da neta, o bebê de cinco meses, pague pelo que fez. Sinta no dia a dia a dor de ter matado a própria filha e de ter machucado para sempre uma família inteira.

Como era o relacionamento da sua filha com Iran?

Primeiro eles moraram em Caixa D'Água (bairro de Olinda), mas não tiveram condição de pagar aluguel. Então, vieram os dois para cá, morar no meu quintal. Notei que ele não queria nada com a vida. Mentia, dizia que tinha casa, que ia casar com ela. Mas era preguiçoso. Vi que não dava para ele continuar aqui, no meu quintal. E nunca discuti com ele. Para ela, falava que era adulta, que sabia resolver a própria vida. Foi quando ele desapareceu, falando que tava trabalhando, e minha filha alugou o quarto aqui perto, onde foram morar.

Ele bateu na sua filha alguma vez?

No sábado passado ele bateu nela depois que Edna falou que não queria mais ficar casada. Não perguntei nada. Mas vi que o lábio dela estava machucado e ainda tinha um furo no braço. Imaginei que tinha sido pau. Mas não me meti.

Iran chegou a ameçar Edna de morte?

Ele avisou a Edna que ia matar ela, a irmã (que cuidava do bebê) e o filho de Edna (de 11 anos que ficou ferido).

Edna procurou a polícia para denunciar o caso?

Não. Ela dizia que Iran era o amor da vida dela. Também tinha medo dele porque ele ameaçava. Mas só soube disso agora.

O que a senhora quer que aconteça com ele?

Não queria que ele morresse. Queria que sofresse pelo menos cinco anos em cima de uma cama de hospital, sendo furado todo dia para lembrar do que fez.
 
Fonte: Diário de Pernambuco (vida urbana), 23/04/2010 
 

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13 abril, 2010

Megaoperação // Polícia evita suicídio em Olinda

Uma ameaça de suícidio levou a Companhia Independente de Operações Especiais (Cioe) da Polícia Militar e duas equipes do Corpo de Bombeiros a realizar uma megaoperação ontem pela manhã no bairro de Ouro Preto, em Olinda. Durante cerca de seis horas, policiais e familiares negociaram para que o autônomo Edson José dos Santos, 35 anos, não cometesse o ato. O fato chamou a atenção da comunidade. No início da manhã, havia boatos de que o rapaz teria feito a família de refém. Informação desmentida pela polícia. Sete PMs, oito policiais do Cioe (considerada a tropa de elite pernambucana) e duas equipes de bombeiros com oitos homens participaram da operação.

Segundo seus familiares, Edson José dos Santos chegou em casa às 2h de ontem. Estava embriagado. Na residência moram suas duas irmãs, os cunhados e dois sobrinhos. Edson, que é autônomo, teria iniciado uma discussão com um dos cunhados, levando a família a procurar o Núcleo de Segurança da polícia no bairro e pedir ajuda. A princípio, três policiais foram à residência. Tentaram contornar a situação, mas não tiveram sucesso. "Ele começou a dizer que ia se matar, que colocaria fogo na casa. Quebrou a janela e usou os casos de vidro para cortar um dos pulsos", contou a comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar tenente Andreza de Araújo. O rapaz decidiu se entregar após as 8h30, atendendo a um pedido de sua sogra.

Edson José dos Santos foi encaminhado ao Hospital Ulysses Pernambuco, na Tamarineira. À polícia, a família informou que ele não apresenta sinais de doença mental e que dará todo o suporte para o tratamento de combate ao alcoolismo. "Não será feita ocorrência policial nenhuma, pois não houve crime. A única coisa que pode acontecer é o cunhado do rapaz querer prestar uma queixa, por conta da briga entre eles", afirmou a comandante do 1º BPM.

Na comunidade, mesmo após o episódio ter terminado, ainda permaneceu o clima de espanto. "Durante a madrugada, ouvi vários gritos. Achei que não fosse nada de ruim. Mas, hoje (ontem) pela manhã, quando minha filha abriu a janela, viu a movimentação da polícia", contou uma moradora, que preferiu não se identificar. "Ouvi muito barulho e gritos", disse outra senhora.

Fonte: Diário de Pernambuco (Vida Urbana), 13/04/2010


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16 março, 2010

Comandante da PM diz que o sucesso do 'Polícia Amiga' é gratificante para a corporação

O comandante-geral da Polícia Militar de Pernambuco, coronel José Lopes de Souza,

considerou “gratificante” para a corporação a notícia que lhe foi dada ontem pelo capitão Romero Oliveira de que um vídeo apresentado por ele em Israel sobre o programa “Polícia Amiga” foi elogiada por representantes de 15 países.

O oficial viajou para a Terra Santa a fim de fazer um treinamento sobre policiamento ostensivo já como parte dos preparativos de segurança para a Copa do Mundo de 2014. Cada participante teria que apresentar um trabalho do seu país e o capitão apresentou o “Polícia Amiga”.


Matéria publicada no blog do Inaldo Sampaio
16 de Março de 2010 às 10:11:50



POSTADO POR ARLINDO SIQUEIRA

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