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03 agosto, 2010

Estado tem primeiros ficha-suja fora da disputa

DEU HOJE NA FOLHA DE PERNAMBUCO (POLÍTICA)

Barradas, Zé da Luz e Caboclo não podem concorrer a deputado

GILBERTO PRAZERES
A Lei Ficha Limpa fez as suas primeiras vítimas em Pernambuco, ontem, e atingiu três candidatos a deputado estadual pelo PHS: os ex-prefeitos Humberto Barradas (Jaboatão) e José de Lima Sampaio, o Zé da Luz, além de Luiz Geraldo Caboclo. Utilizando fundamentos da nova legislação, o desembargador do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Francisco Cavalcanti, ao relatar os pedidos de registros de candidaturas, votou pelo indeferimento destes, sendo acompanhado pelo pleno do TRE por unanimidade, no caso de Barradas, e por maioria nos dois seguintes.

A rejeição de contas de suas antigas administrações municipais foi determinante para a exclusão dos ex-gestores, que já haviam sido impugnados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) por esta razão. Tanto Humberto Barradas (em 1993), quanto Zé da Luz (em 2004) tiveram exercícios financeiros contestados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Já contra Luiz Geraldo Cabloco pesou uma condenação por estelionato.

“Em todos os três casos, os fundamentos são do Ficha Limpa. Este Tribunal fixou uma posição mais rigorosa com relação à aplicação da Lei”, apontou Francisco Cavalcanti, ressaltando que cortes eleitorais de outros Estados divergem sobre à aplicabilidade da legislação. “Em alguns, como Minas Gerais, é mais rigorosa. Em outras, como a do Maranhão, não”, exemplificou.

A decisão do pleno do TRE pelo indeferimento de Humberto Barradas foi relativamente rápida. Em pouco mais de dez minutos, os desembargadores se inclinaram pela negativa ao ex-prefeito de Jaboatão, uma vez que ele, além de possuir contas rejeitadas, não fez o ressarcimento obrigatório de R$ 189 mil ao erário público, indicados pelo TCE. O humanista até teve os mesmos gastos aprovados, na época, pela Câmara de Vereadores do município, porém o aval dos parlamentares não foi suficiente para derrubar o parecer do órgão de controle perante à Justiça Eleitoral.

Diferente do caso de Barradas, no julgamento de Zé da Luz, o pleno do TRE discutiu à exaustão a possibilidade de o ex-prefeito de Caetés ter ou não validada a sua postulação neste pleito. Após quase uma hora e meia de argumentações contrárias e favoráveis ao humanista, os seis desembargadores com direito a voto se dividiram. Enquanto Saulo Fabianne e Silvio Beltrão acompanharam o relator Francisco Cavalcanti, Ademar Rigueira, Francisco Julião e Stênio Neiva divergiram, votando pelo deferimento da candidatura do julgado. Desta forma, coube ao presidente da corte, desembargador Roberto Lins, desempatar, apontando o provimento da impugnação registrada pelo MPE.

As defesas dos humanistas com os registros de candidatura indeferidos terão três dias corridos, a contar da data de publicação do acordão - ontem -, para contestarem a decisão. No caso do advogado de Zé da Luz, Amaro Alves, ele pretende ingressar com um embargo declaratório ainda no TRE, nos próximos dias.



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30 abril, 2010

FOGO CRUZADO 30/04/2010

Defesa 1 - Guilherme Uchoa (PDT) e Carlos Santana (PSDB) vão depor hoje às 14h30, perante o juiz da 2ª Zona Eleitoral, em favor do deputado Raimundo Pimentel que responde a processo no TRE por infidelidade partidária. Pimentel foi eleito pelo PSDB mas em setembro do ano passado migrou para o PSB. A ação foi ajuizada pelo radialista Jota Ferreira, 1º suplente da bancada tucana.

Defesa 2 - Ciro Coelho também foi processado por infidelidade partidária por ter trocado o DEM pelo PSB. Mas, diferentemente de Sebastião Rufino e Raimundo Pimentel, não arrolou Guilherme Uchoa (PSDB) como testemunha e sim os prefeitos Gustavo Caribé (Belém do São Francisco) e Geomarco Coelho (Dormentes). Seu depoimento está marcado para o dia 10/05.

Fonte: Folha de Pernambuco (geral), 30/04/2010


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28 abril, 2010

PALESTRAS - Eleição será tema de simpósio, sexta

GILBERTO PRAZERES


O Instituto Egídio Ferreira Lima, em parceria com a Assembleia Legislativa de Pernambuco e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), promove, na próxima sexta-feira, o I Simpósio Eleições 2010. O evento, que será realizado no Pleno do TRE, no Recife, contará com palestras do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Joelson Dias, e de outros juristas com trabalhos reconhecidos na área. “A ideia é trazer para a discussão as mudanças da legislação eleitoral, aprovada na Lei 1.234, no ano passado. A utilização da internet, bem como outros tópicos importantes para esta eleição, serão debatidos”, explicou, em visita à Folha de Pernambuco, o diretor do instituto, Carlos Neves Filho. Ele apresentará a palestra “As novas regras da propaganda eleitoral”.

O simpósio será o primeiro a ser realizado no Estado com esse formato. Além do ministro do TSE, Joelson Dias, e do diretor Carlos Neves Filho, estão na lista de palestrantes do evento o jurista Ariano Soares da Costa, com “A inelegibilidade no Direito Eleitoral brasileiro”; o advogado e ex-desembargador do TRE, Márcio Alves, com “O papel da Justiça Eleitoral no Estado Democrático de Direito; e o procurador do município do Recife, Lêucio Lemos, sobre “Condutas vedadas aos agentes públicos”.

“É preciso destacar o pioneirismo do simpósio. O primeiro a ser realizado com o propósito de discutir previamente as modificações que foram implementadas com a nova lei eleitoral”, observou o presidente do Instituto Egídio Ferreira Lima, o advogado Eduardo Pugliesi, ressaltando que o evento deve ser prestigiado por cerca de 200 pessoas. “A lotação máxima do espaço. Servidores públicos, do TRE, advogados, estudantes de Direito e representantes da classe política deverão formar o público”, adiantou Pugliesi. Os interessados em participar do evento devem se inscrever pelos telefones: 3221-7343, 9976-4803 e 8636-3007.

Fonte: Folha de Pernambuco (política), 28/04/2010


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21 setembro, 2009

CONFUSÃO MARCA ELEIÇÃO DE CONSELHO TUTELAR



Pleito em Olinda foi repleto de denúncias de irregularidades Houve até informações de que pessoas registraram votos mais de uma vez.


Muita confusão e desordem marcaram as eleições para compor o Conselho Tutelar de Olinda. Durante o dia de ontem, as votações se tornaram reflexo de confusões, bocas de urna, vendas e ingestão de bebidas alcóolicas em frente a colégios eleitorais, votos em cédulas, e falta de listagem do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Em alguns locais, o atraso na abertura dos portões causou inquietação da população, e grande parte acabou abrindo mão do direito de votar. Denúncias de pessoas que registraram o voto mais de uma vez e de candidatos que utilizaram carros públicos para transportar eleitores eram unânimes. Durante a noite, um bate boca em frente ao Mercado Eufrásio Barbosa, onde aconteceu a apuração dos votos, deixou muita gente revoltada e desconfiada dos resultados, ameaçando acionar o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para cancelar as eleições, que acontecem a cada três anos, e nessa edição têm 10 vagas para 48 candidatos.


A candidata Maria Rosângela Santana, julgou a desorganização como um descaso à população. “Estava uma coisa horrorosa. Os fiscais fechando as portas, dizendo que não tinha estrutura para receber o povo todo. Não pediam nem documentos. Estava tudo desorganizado”, denunciou. O Conselho Tutelar de Olinda foi criado em 2000, pela ex-conselheira Vera Lúcia Carvalho, que na frente do Eufrásio Barbosa era uma das mais indignadas com a eleição de 2009, cuja apuração não permitiu a entrada dos eleitores. “Isso é um desrespeito. Não pode haver apuração a portas fechadas. Onde está a democracia? Nunca foi assim. O povo não terá o direito de fiscalizar e saber quem realmente venceu”, contestou.


O presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdaco), Gilson Braga, rebateu as críticas e garantiu que não teve lugar para fraudes nas eleições. “Nós montamos um sistema que cada pessoa só poderia votar uma única vez e colocamos fiscais nos colégios eleitorais. Não vai haver fraudes porque em primeiro lugar temos responsabilidade com o nosso trabalho e temos transparência como conselheiros”, explicou. Só foi permitida a entrada dos candidatos e de um fiscal acompanhante para cada. Fato que, segundo Braga, estava acordado há três meses atrás, por falta de estrutura do local.


Braga reconheceu ainda o direito dos candidatos. “Eles podem sim mover uma ação no MPPE ou entrar com pedido de impugnação, mas temos consciência de que foi um processo democrático e que conseguimos mobilizar a população. Antes tínhamos apenas três locais de votação, e hoje aumentamos para 20”, ressaltou. De acordo com Vera Lúcia Carvalho, apenas entrarão com ação no MPPE os candidatos que se sentirem prejudicados com o resultado.

Fonte: Folha de Pernambuco

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